fbpx

10 Atitudes de pais tóxicos que arruínam, sem notar, a vida dos filhos

Especialistas podem ajudar a ver a diferença entre filhos ingratos e vítimas de uma educação tóxica. Por exemplo, o psicólogo clínico Seth Meyers e o professor Preston Ni, em seus artigos, falam sobre pais que, com seu comportamento, arruínam a vida de seus filhos. Mas a criação de filhos é um trabalho árduo e não faz sentido culpar os pais por “não serem ideais”. Com esse critério, poderíamos dizer que os super-heróis “salvam o mundo de uma maneira pouco filosófica”. A linha entre erros parentais e dano direto pode ser muito tênue. Esta matéria se concentrará em pessoas que prejudicam moralmente seus filhos. Continue lendo para descobrir como reconhecê-las e se proteger.

Um pai tóxico coloca tarefas contraditórias diante da criança. Elas constituem um desafio mais sério à lógica do que a ordem de fechar a boca e tomar a sopa.

  1. Tenha medo de mim — me ame

Muitas vezes, pais tóxicos dão ataques emocionais de formas inesperadas: cuidado, rigor, luta contra as birras. Nessas famílias, pelo som das chaves e pela micro vibração dos passos, as crianças entendem com que humor o pai voltou para casa. Suas vidas passam entre sessões de lavagem cerebral.

Pais tóxicos ficam ofendidos quando suas tentativas de infligir um bem são percebidas com cautela. Nesses casos, eles recorrem ao seu monólogo favorito: “Todas as crianças são normais, mas de você é inútil esperar gentileza ou afeição”.

  1. Compreende os problemas dos adultos — continua sendo uma criança

Em famílias tóxicas, os pais culpam seus filhos por suas decisões. Por exemplo, a criança pode pensar que, devido ao seu mau comportamento, o pai precisa acalmar os nervos com uma “bebida forte”.

Mais tarde, a criança se torna cúmplice involuntário dos dramas dos adultos. O adolescente ouve as queixas dos pais, digerindo detalhes desnecessários. Tem que se adaptar à “difícil situação familiar”, colocar-se no lugar dos pais, ajudar, consolar. Infelizmente, o acúmulo de obrigações não inclui o direito à própria opinião.

  1. Seja o melhor — não esqueça que você é um inútil

Os pais narcisistas esperam da criança apenas os melhores resultados. No entanto, as vitórias são dadas como certas. Se você conseguiu: não fez mais do que a sua obrigação. Se falhou: receba sua dose de humilhação. Os comentários dos pais na infância arruínam a vida. A pessoa cresce com a sensação de que nunca foi suficientemente boa para seus pais.

  1. Pode se abrir comigo — não se surpreenda com uma “punhalada pelas costas”

Os pais tóxicos literalmente pulverizam as confissões de seus filhos por todos os meios possíveis. Na maioria das vezes, gerando no filho / filha o sentimento de culpa. Posteriormente, as informações obtidas são utilizadas contra o interlocutor. Existem vários cenários:

Os detalhes da vida pessoal do filho / filha serão conhecidos por outras pessoas: parentes, vizinhos e, por vezes, vendedores do mercado local.

O pai terá uma desculpa para reprovar ou fazer comentários sarcásticos: “Se você é tão bom, então por que… (insira os fatos confessados)?”

  1. Você é mau — nem se atreva a ser melhor

Quanto mais baixa a autoestima da criança, mais fácil será fazê-la dançar ao ritmo da família. Os pais tóxicos falarão entusiasticamente sobre os erros e fracassos de seu filho ou filha. Muitas vezes, a ênfase está na aparência, já que é um ponto fraco de fácil acesso. Se não houver “defeitos” óbvios, os inventados serão usados.

As tentativas da criança de se livrar dos complexos serão sabotadas. Porque bons resultados aumentam a autoestima. Pais tóxicos não precisam de uma criança “melhorada” que demonstre força de vontade, mas de um “saco de pancadas” para apanhar sem responder.

  1. Desenvolva-se — elimine seus planos para o futuro

A criança é obrigada a dar informações sobre o seu progresso. Ao mesmo tempo, as formas de atingir os objetivos são ignoradas. Por exemplo, tem que avançar na carreira profissional, mas ser o trabalhador auxiliar da mãe. Ou gerar laços úteis sem sair da cozinha.

Um pai narcisista se alegra do bem-estar de seu filho por dois motivos:

O sucesso das crianças pode ser usado para causar inveja nos outros.

Filhos bem-sucedidos fornecem acesso a uma vida melhor.

Existem também outras razões. A criança é informada sobre os cenários idealizados para lembrá-lo periodicamente a distância entre ele e o precioso alvo. A classificação de “insuficiente” permanecerá no inconsciente da criança para sempre.

Muitas vezes, a vida coloca uma escolha diante de pais tóxicos. O que é melhor, perder o controle sobre a criança, recebendo mais benefícios para a família, ou vice-versa? Muito provavelmente, eles não desistam do controle.

  1. Siga minhas instruções — culpe a si mesmo pelos maus resultados

Pais narcisistas se comportam com a criança como se ela lhes pertencesse. Eles participam ativamente do planejamento de sua vida, reagindo negativamente a qualquer tipo de objeção. As consequências do controle sufocante não são levadas em conta. Se algo der errado, a falha está no “executor”.

“Não importa qual é a decisão certa, se a sua ou a minha, o importante é que não seja a sua”, esta é a filosofia principal de um pai tóxico.

  1. Vá — não me deixe

Em famílias normais, o desejo de um filho adulto de se separar é percebido como algo natural. Para pais tóxicos, a separação de crianças é como o lançamento de uma sonda a Marte: é um evento real, mas que raramente acontece.

O filho permanece dentro do campo de visão dos pais, mas, regularmente, as proibições e limites parentais são aumentados. A participação total no conselho familiar também é proibida.

O que um pai tóxico realmente quer? Que seu filho adulto fique ao seu lado, mas que seja calmo e obediente.

  1. Aceite minha ajuda — pare de me “pressionar”

Os pais oferecem algum tipo de ajuda, que pode ser facilmente dispensada. Uma rejeição disso causa ofensa. Pela cabeça do filho, passa o seguinte: “Meus pais provavelmente querem se sentir úteis”. A ajuda é aceita e apreciada, alguma colaboração é fornecida em troca (não estamos falando de filhos parasitas). Final feliz? Não virá, porque os pais tóxicos distorcerão o enredo desta história. Segundo eles, a escravidão vitalícia será o pagamento apropriado para um pote de geleia caseira.

As crianças se tornam reféns morais duplos:

Ao tentar recusar ajuda dos pais. É errado virar as costas quando as pessoas próximas estão tentando ajudar.

Tendo recebido a qualificação de “eterno devedor”. Os pais trabalharam muito duro: por acaso é muito difícil ajudá-los? Até mesmo se “ajuda” significar “venha urgentemente às 9h da manhã de um sábado para pegar o balde de maçãs, que vão apodrecer”.

  1. Confie em mim — esteja sempre alerta

Privacidade? Espaço pessoal? Pff… De acordo com os pais tóxicos, você está pronunciando erroneamente as palavras “revisão” e “controle”.

É moralmente difícil limitar o acesso ao território pessoal: os pais vão acusá-lo de não confiar neles. Viver separadamente não irá salvá-lo: o molho de chaves dado “apenas no caso de…” será usado mais do que você pensa. Após cada revisão em sua casa, você terá que se justificar. O que, por exemplo, faz aquela xícara suja em cima da mesa? Por que você gastou tanto dinheiro com essa bobagem?

Como se comportar com pais tóxicos?

Fugir de relações tóxicas é difícil. Mesmo para filhos adultos, que moram sozinhos. No entanto, os especialistas dão uma série de conselhos universais que permitem proteger limites pessoais sem ir tão longe a ponto de queimar as pontes. Para começar, você precisa aceitar alguns fatos importantes:

Não é possível mudar o passado.

As relações tóxicas se assemelham a doenças crônicas: é improvável que elas possam ser “curadas”, então o objetivo principal é evitar exacerbações.

As recomendações dos psicólogos baseiam-se no entendimento de que uma pessoa tem direitos e desejos dos quais não deveria se envergonhar:

  • Viver separadamente e de acordo com as próprias regras.
  • Não participar da solução dos pequenos problemas cotidianos dos familiares.
  • Restringir o acesso ao seu território pessoal.
  • Acumular experiência, ignorando o “Eu sei melhor o que fazer” dos pais.
  • Gerenciar seus próprios recursos: tempo, energia, salário.
  • Não sacrificar interesses pessoais pelo momentâneo “ter que” dos pais.

É importante lembrar que esses direitos são válidos para ambas as partes. Você não pode se afastar de seus pais e, ao mesmo tempo, achar que eles têm a obrigação de ajudá-lo de qualquer forma.

%d blogueiros gostam disto: